Nove Canções (9 songs, UK,2004)

Maria Caram, Especialmente para Minutinho Kino

 

Essa "resenha" foi adiada por tempos sem fim e eu creio que minha amiga Georgia ainda tenha intenção de fazê-la. Logo, ela fica no ar até a da titular entrar.

Bom, a história desse filme começou no sábado pela manhã, logo após uma traumática sessão de Truffaut. Minha já citada amiga me convida para assistir a um filme sobre relações baseado em músicas. E eu "não, obrigada." Mas era um longo feriado e eu não resisti a tentação de assistir um filme "ruim e pornô", como fui alertada.

Ok, estava sem meus óculos que tinham ido tirar férias, então colamos na tela, eu, Gê, Gisele e Frida. E foi... surpreendente!

O filme tem um trilha sonora fantástica (também já havia sido alertada para esse fato), cheia de músicas dançantes e lindas, mesmo com as legendas tosquinhas. E o filme realmente é contado pelas músicas (mais especificamente as nove canções passadas em shows). Existem poucos diálogos. É pouco papo e muito sexo, mesmo que não se resuma a isso. É a filosofia do sexo, drogas e rock n'roll puramente traduzida, mas sem esquecer o rapaz sensível e mazela que permeia essa história (e inglês, diga-se de passagem). E sem esquecer a beleza do que ocorre em meio a tudo isso.

Numa bela manhã, a linda, largada e louca Lisa, pede a Matt que lhe dê atenção. E uma das cenas de sexo mais lindas que eu já vi acontece, terminando com a nudez dela em plena mesa da cozinha.

Os shows passam e você se sente dentro deles, envolvido em todo o romance que as músicas contam, em cada sensação provocada, preso aos olhares e ao corpo de ambos os personagens. Minha cabeça balançava freneticamente enquanto minha vizinha dizia "que filme nojento" e eu pensava "mal comida!"

As músicas vão definindo começo, meio e fim de relação e as sensações dos personagens em relação um ao outro. A paisagem da Antártida passa a sensação de vazio e lembrança de Matt. E mostra a ausência que Lisa faz e sua vida.

Ao final do filme, curtinho por sinal, você se levanta meio sem saber se é apenas um pornô-musical. E a medida que você escuta reações de nojo ao redor você pensa "Meu Deus, que filme bárbaro!" E sabe que está a flor da pele em todos os sentidos (tato,paladar, olfato, audição e visão).

Pra saber se é bom, só vendo.

Eu recomendo!

Hitch - Conselheiro Amoroso (HITCH, EUA. 2004)

 

Comentários agora!!! (now! right now!)

Este filme, eu não sei. Não sei o que dizer direito. Não vou resenhar. Vou comentar!


É aquela coisa: "Só vai vendo" pra saber o tanto que se pode rir em poucos takes de um único filme.
É clichÊ, é previsível, é pastelão, mas é oooooooooooooooootemo!


Não é um "movie" de risos rã-rã. É para se contorcer de tanto rir!
De cara a gente percebe que o palco dos "dates" é a noite,
e sempre entre as multidões.
A trilha é simplesmente ( permissão viu Ge e Maria!) inéeeeeeeerrima!
Boa para ouvir no carro, dançar e seguir noite afora.

O roteiro em si... é bom. Quantas pipocas? Umas 9. Isso porque inclui momentos criativos (vide a do encontro de solteiros, a aula de dança, as frases feitas do Hitch), mas o que engata ali é a interpretação do Kevin James. Ele faz cada cena dele parecer única. Exagerado? Naaada. Ele está muito bem como Albert Brennaman! Atenção, atenção, asmáticos de plantão! Aprendam com o Albert como se superar!

 

A LOT LIKE LOVE (EUA, 2005)

Atenção, atenção! Se você está de mal humor, não sabe o que vai fazer no fim de semana ou está apenas procurando uma boa comédia romântica: este é o filme!!!

 OBS: Queria deixar bem claro que eu A-D-O-R-E-I esse filme, portanto o texto vai sair meio tendencioso!  Mas veremos o que é possível resenhar...

Da escolha do filme até a sessão foi tudo meio no improviso, do dia pra noite, mas foi muito legal. Foi uma boa escolha!

A história percorre 7 anos de encontros atropelados entre Oliver e  Emily, que se conhecem num aeroporto a caminho de Nova York. A princípio, Oliver apenas presencia uma discussão entre Emily e seu namorado, um roqueiro mal encarado que ganha, de Oliver, o apelido de Bon Jovi devido ao visual hollywood rock star. Depois, quando Emily está sentada, com os olhos marejados e os nervos à flor da pele, os olhares que eles trocam começam a fazer algum efeito... cômico, por sinal! Aquela coisa: disfarça, Oliver, se finge de doido, né contigo não!

Então, depois, acontecem coisas assim... imprevistas como um fica inesperado e intenso no banheiro do avião. A cara do Oliver de feliz é impagável! Essa carinha se repete ao longo de muitos outros momentos. E, Nova York é uma cidade grande, mas pode se tornar tão pequena quanto o próprio mundo, quando encontramos pessoas que (mais ou ) menos esperamos. E eles se reecontram... várias vezes, sempre com brincadeiras, algumas simples, outras nonsense, mas que tornam a relação dos dois divertida e com gostinho de saudade. Fotos, primeira má impressão de Oliver para os pais de Emily, passeio no parque, fim de tarde no cais do porto... Melhor não falar nada nessas horas, "senão estraga", como diria Emily.

Acontece que o tempo passa, eles seguem suas vidas. Oliver vai para Los Angeles, seguindo a promessa pessoal ( feita numa mesa de bar) de ficar rico em 6 anos, e Emily vai amadurecendo, deixando de lado a vida de adolescente rebelde e os namorados que eram mais ilusões que realidade em sua vida, e vai aprimorando seu gosto por fotografias.  

3,2,1... nessa ordem eles contam mais ou menos a passagem do tanto de anos que ele vão ficando sem se ver. O reencontros são leves, descontraídos, cheios de palhaçadas e vão ganhando significados interessantes e inesquecíveis. Linguagem para surdo-mudo, fim de ano inesperado, noite de lua num parque nacional e reflexões na beira da praia. 

Quem diria? Eles não tinham muito a ver no primeiro encontro, mas com o tempo foram descobrindo que a vida pode ser tão diferente quando se arrisca...

A trilha sonora é muito legal! Algumas cenas podem ser meio clichês, é verdade, mas a historia se desenvolve bem, surpreende e faz a gente rir várias vezes ou querer chorar, de vez em quando. Porque, afinal, tudo aquilo é possível na vida real. E o final eu não vou contar. Imaginem ou confiram! "Senão estrago!"

ASSISTAM! VALE A PENA! 

 

Melinda e Melinda

Reza a lenda que quanto mais se planeja algo, mais probabilidades há de não dar certo. Assim foi com Melinda, Melinda. Sempre havia algo que impedisse minha ida ao cinema a fim de ver este filme. Mas, como Deus existe e quase sempre desce uma luz do céu  e ilumina o caminho correto, ontem dando uma olhada nos filmes que estão em cartaz e aos quais ainda não assisti, deparo-me com a notícia: Melinda, Melinda às 17 horas!!! Primeiro pensamento: ahhhh, eu vou endoidar. Finalmente num horário acessível. Alegria, alegria. Desde a estréia estava curiosa para ver de que maneira Woody Allen havia construído o enredo, que me pareceu desde o início algo fascinante.

Chamo Maria para a sessão, ela aceita, combinamos o horário e tchanran!!! Lá estamos nós, num dos melhores lugares do mundo (Dragão do Mar) para fazer uma das melhores coisas do mundo: ver filmes!!!

 

A história de Melinda, Melinda tem início num restaurante. Quatro amigos conversam acerca da comédia e do drama, o que une, o que difere. Dentre os quatro, dois são escritores. Um de dramas, outro de comédia. Será lhes feito o desafio: a partir de um mesmo mote, cada um deve escrever uma história tal qual suas habilidades (drama, comédia, enfim).

 

Assim surge Melinda (Rahda Mitchel) ante os olhos dos espectadores. Uma interpolação de cenas de comédia e drama vai acontecendo. Melinda, Melinda na verdade é um filme que se faz em dois. Duas histórias numa só película, quase mostrando a dualidade da alma humana, que tem a capacidade de ir do mais profundo abismo ao mais intenso sorriso num piscar de olhos. Com uma lisura e distantes de maniqueísmos impostos.

 

Já que são dois, vamos à primeira Melinda que nos é apresentada. Com vocês a Melinda trágica. Ela chega no meio de um jantar que seus amigos estão dando. Exausta, abatida, expressão transtornada, junto a isso, um histórico de vida nada agradável. Disposta a refazer sua vida, que está em frangalhos desde que perdeu a guarda dos dois filhos. Tudo o que deseja se resume em: querer querer viver.

 

A atriz que faz Melinda tem uma boa expressão dramática, o que não ocorre com os demais atores, que chegam a ser de uma inexpressividade incrível. Um cast sem a carga dramática que o roteiro pedia faz com que o filme (Melinda drama) se torne insípido, insosso. Ainda assim é possível perceber as vantagens de um bom roteiro. Fosse um roteiro ruim, e toda uma produção teria sido feita em vão, pois, por mais que os atores pequem, deixem um pouco a desejar, a história tem um fio condutor firme e uma protagonista boa. Tão boa que consegue passar em seus olhos a eia trágica, a neurose em que está inserida a personagem.

 

Algumas cenas após o início do filme, conhecemos Melinda feliz.  Como toda comédia romântica: o roteiro transcorre leve, descomprometido, com um arzinho até frívolo. Um ponto importante do roteiro de comédia romântica de Woody Allen é a melancolia com que a felicidade acontece. Os personagens não demonstram a alegria pura e simples, sempre há um quê de melancólico, lacrimoso em suas vidas.

 

Assim Melinda chega, prestes a vomitar no meio da sala dos vizinhos, depois de ter tomado vinte e tantos comprimidos. Surgirá um interesse de todos em ajudá-la. Ela, coitadinha, fizera tudo aquilo por amor. Um amor não correspondido. Mas como é natural do gênero: nada como dois ou três dias para que esteja completamente restabelecida e pronta para partir para outra.

Assim, ela irá vencendo a desilusão, conseguirá emprego, melhorará de vida, sorrirá e tantas outras situações clichês peculiares às comédias românticas. O que é o romance senão um belo clichê? A moça despertará paixões, não perceberá e esse será o conflito, se assim posso chamar. Preciso relatar como essa história termina?

 

Melinda, Melinda é um filme bom, embora pudesse ter tido atores melhores ou mais explorados pelo diretor, já que o texto é muito bom. A fotografia é bonita e o ambiente novayorquino onde a história se passa é encantador. Como ambas as Melindas percorrem os mesmos lugares, fica aquele quê de curiosidade em relação ao encontro das duas, se ocorresse, como seria?

 

Aplausos para a composição das Melindas.  A atriz consegue dissociar uma da outra com exatidão de expressões, cabelo, maquiagem, gestos, tudo, tons de roupa, olhos...Assim, digo que a Melinda nada tem da Melinda. A protagonista foi um telefonema acertado do direto.

 

Outro fator que encanta é a trilha sonora. Piano, metal, cordas, Bradok, charleston, tudo junto e suavemente intercalado, numa continuidade melódica e harmônica.

 

Regado a vinho e à luz mortiça das velas do bistrot, Melinda, Melinda foi um bom filme, não o melhor, mas um bom filme. Daqueles de ir de maneira descompromissada, num fim de tarde, com direito a olhar a lua depois, sair caminhando. Um programa bom. Se tiver sorvete junto, melhor.

Confessions of a Teenage Drama Queen. (Disney, 2004)

Se fosse um livro, teria sido pela capa. Mas era um filme, e foi pelo poster!
"Confissões de uma adolescente em crise" é um desses filmes teen
que de vez em quando aparecem falando sobre "ser você mesmo" e "alcançar seus objetivos". Aparentemente não fez muito sucesso na época, foi alvo de algumas críticas que ficaram divididas entre elogios e condenações.

A história tem aquela velha disputa entre a garota popular do high school e a novata na cidade.
Vemos muita produção nos figurinos da protagonista Lola, uma garota dramática e de mente fértil que vai da
cidade grande para um bairro na periferia de Nova York. Lola tenta se adaptar do seu jeito à rotina,
deixando suas idéias fantásticas animarem sua nova realidade. Acontece que nem tudo é como
Lola imagina que pode ser. Nem todas as pequenas mentiras colam, nem toda meia-verdade convence.
E se alguns imprevistos podem ameaçar sua nova e grande amizade ou até suas tentativas de conhecer a banda
de rock favorita, outros acontecimentos podem mostrar à Lola que vale a pena continuar sonhando.
Assim, Lola aprende a lidar com desilusões e a não ter medo de enfrentar desafios.
A atriz que interpreta a jovem Lola chama-se Lindsay Lohan, e parece que este papel lhe rendeu um grande salto na carreira.
Eu ainda não tinha ouvido falar sobre ela.
Mas a garota tem talentos! Canta, dança, faz caras e bocas até a gente dizer chega!
Não duvido que em breve Lindsay seja convidada para outras produções.

Aliás, só pra constar, é Lindsay quem vai estar no novo filme sobre o Herby, o fusca!

Madagascar (Madagascar, EUA 2005)

Por incrível que pareça esse foi o primeiro filme das férias, embora ele só esteja entrando agora nesse Minutinho. Giselle tinha acabado de chegar da viagem do Gilmar e saiu ligando para todo mundo a fim de ir ao cinema. Quando  atendi o telefone, disse que tava sem dinheiro, mas ela com toda a sua psicologia infantil me convenceu:

- Égua, tu também só vive lisa!!!

Mediante tamanha pressão, mudei de idéia e resolvi ir com ela. Afinal de contas eu não estava fazendo nada, ela também. Pois bem, o palco do espetáculo, para variar um pouquinho, foi o Benfica.

Não estava muito confiante em Madagascar. Primeiro porque achava que ia ser uma espécie de roteiro de Nemo adaptado. Uma coisa bem fake e, ainda por cima, sem o selo da Pixar. Entrei achando que ia ser mais um filminho para pívetes e pívetas poderem ter o que ver nas férias. Que bom que me enganei! \o/

Madagascar conta a história de uma girafa (Melman) - que acho que é O girafa, mas Giselle jura que é A girafa-, uma hipopótamo (Glória), um leão (Alex) e uma zebra (Marty).  Eles moram no zoológico de New York City e se perfazem apresentando seus showzinhos e sendo a sensação do lugar. Ok, nem todos eles, já que as figuras centrais da trama são o Marty e o Alex.

Daí, o Marty, que é quem faz com que as coisas aconteçam, escuta os pingüins (que são a sensação do filme) fazendo planos de fugir do zôo. Ir para a “natureza”. Ele endoida e quer ir junto. Na noite do aniversário, ele foge e começa toda a trama:Achar o Marty!!!!

Sendo que nessa hora você já riu horrores, porque o legal do filme são as piadinhas que as crianças não captam. Era a sala em silêncio e eu e Giselle nos passando de rir. Aquelas coisinhas sutis, piadinhas internas e pedacinhos de outros filmes que os animadores sempre inserem. A cena que remete ao Beleza Americana é muito massa. Ri tanto que minha barriga doeu.

Quando o Marty foge, os outros 3 companheiros vão procurar, daí você realiza a cena: 4 animais enormes vagando pela cidade, dentro do metrô e a cara das pessoas ao vê-los. Muito bom. Mas uma das melhores cenas é a de quando eles são presos e encaixotados. =)

Que é o ponto da trama em que a história começa realmente, é aí que você descobre o porquê do nome do filme ser Madagascar. Esse é o nome da ilha onde eles aportam após caírem do navio, depois que ele é seqüestrado pelos pingüins. Repito, prestem atenção no sarcasmo dos pingüins, é muito bem feito, os tapinhas com as nadadeiras são tudo de bom (porque não são em mim, lógico).

Criatura, quando eles chegam na ilha, a referência mais mais é a que remete ao Náufrago! Putz! Perfeito! O Wilson na “estátua da liberdade”!

Na ilha eles sofrem querendo voltar, menos Marty. Nisso vão desbravar o novo mundo e travam contato com os lêmures. Uns bichinhos que para mim são guaxinins, mas que aparecem com o nome de lêmures na versão dublada, então serão chamados aqui de lêmures, ora mais.

Mais uma das cenas mais engraçadas do filme acontece aí. O que eram aqueles olhinhos enormes, quase um Gato-de-Botas do Shrek 2. Lindinho!

O que mais chama atenção na participação dos lêmures é a voz do Rei Julien – que é a mesma do Síndrome de Os Incríveis e que é fodona demais- e os trejeitos dele. Sem falar na música, que se você não sair cantando “eu me remexo muito, muito”, melhor ir se tratar, porque você deve estar com problemas de humor seriíssimos!  Ah, cara, ia esquecendo do Maurício, amiguinho do rei, fiel súdito, caso, chamego, ou como queiram chamar. Ele e o rei são o que há juntos.

Enfim, já deu para perceber que o filme é bom e vale a pena? De todos assistidos nessas férias, Madagascar vem comandando o ranking de melhores ao lado de Batman Begins.

E como diriam os pingüins:

- Não falem nada, apenas sorriam e acenem!

E eu me remexo muito, muito, muito!!!

Bom, Georgia, se eu não soubesse o valor de R$2,50 eu teria ficado em casa lendo o resto das trocentas coisas que estão a dias empilhando o canto do meu quarto. Mas como eu estava cansada após a "maravilhosa" viagem naquele transporte de suspensões fabulosas mais conhecida por Topic 03, eis que acabei utilizando R$2,50 para alugar algum filme (inocentemente pensando) que fosse legal.

O nome da brincadeira foi "OS ESQUECIDOS".(The forgotten. 2004.)

Sabe, se eu pudesse teria uma bela conversinha com o tal de Bill Bregoli, porque ele me fez assistir a esse filme graças àquela frase dele "O FILME MAIS SURPREENDENTE DESDE O SEXTO SENTIDO"... bem na capa.

Ai ai. Então, simbora. Tecendo comentários leigos sobre o fantástico mundo dos filmes.

Começa com a história da moça que pensava que tinha filho e todo mundo negando, psiquiatra, marido amigos todos mancomunados nessa conversa.
Daí alguma coisa sai errada. Ela começa a desvendar falhas no sistema que a mantinha prisioneira de ilusões sobre a própria vida. E mais adiante a gente descobre que a coisa é bem cabulosa, envolve sequestro de criança por ET e desaparecimentos instantâneos nos mais variados places da história. Aquela coisa de "Ninguém se mete a besta com os ETs. É nois na fita, mano".
Mas tem que ter uma delegada teimosa, estilo Brooklin, pra ajudar também. E a historia vai ganhando força, vai empolgando e a gente até se acostuma com a idéia da Telly-cara-pálida usar a mesma roupa quase o filme todo. Só que aí, uma bela hora a gente fica sabendo qual o interesse dos ETs.

Na-na-ni-na-no-cas! Nada a ver com dominar mundo nem sugar sangue alheio.
É uma experiência de separar filhos e pais e estudar o que os une e porque podem ter seus vínculos desfeitos. OU seja, mandaram pra cá os estagiários de psicologia da Universidade da Volta Quadrada de Marte. Como é que um agente daqueles, quase graduado, manda a mulher pegar a primeira lembrança do mininu, daí apaga a lembrança, e esquece que a mulher passou 9 meses gerando o filho, fortalecendo o laço materno? A criatura não estudou nem o processo de reprodução dos humanóides e já quis entender processos de relações, "pshhhhhh, peraindo mininu que eu sei o que tow fazendo... mas o que é mesmo hein?".
MARRÓIA! Aí na mesma hora que ele falha, o Roberto Justos dos ETs chama
o mala pra sala dos acessores na velocidade da Luz:
DEMITIDO!
Bem feito!
LEPO!
Aí pronto, fica tudo bem, o lorinho fica no parquinho brincando, o amigo da Telly sorri e ela também.
E aí a gente pensa: Sim, foi legal, assustou, momentos de tensão no caldeirão, mas foi melhor que o Sexto Sentido em quê pelamordi??? Isso é até heresia! Um negócio desse pode até dar cadeia!  

 

 

Guerra dos Mundos (War of the Worlds, EUA 2005)

Depois de muito adiar a ida ao cinema a fim de ver Guerra dos Mundos, finalmente fui convencida a assisti-lo. Não havia nada para fazer na tarde calma de segunda-feira, nenhum programa em mente. Então quando Daniel disse:

- Vamos ver Guerra dos Mundos?

Reticente, aceitei. Afinal, todo mundo tinha dito que não prestava e que era uma porcaria e que não sabia para quê um filme desses e coisas assim. No entanto, como diz Giselle, a gente tem que formar uma opinião própria, não adianta ficar vivendo às custas do que fulano, sicrano ou beltrano disse acerca de algo. Temos de viver nossas próprias experiências.

Foi com este pensamento que entrei na sala de projeção. Sempre com a duvidinha: e e e se eu gostar? E e e se o filme não for tão ruim quanto dizem? E e e o que vou contar para as crianças desamparadas que que que não gostaram da película?

Passado o transtorno inicial e a paranóia momentânea, me acomodei na cadeira (que quase não deixava espaço para as minhas pernas) e, como era filme do Spielberg, vem logo a vinhetinha estilo tan-tan-tan-tan-tan...

A história (?) começa quando Ray Ferrier, um controlador de guindastes de contêineres, sai do trabalho e encontra com sua ex-mulher na porta de seu humilde lar esperando por ele para despachar os dois pivetes que eles tiveram.

Pausa: detalhe é que a mulher dá valor a um buxo, pois mesmo depois de ter tido dois pivetes no primeiro casamento, ainda engravidou do segundo marido. Despausa.

Daí ele recebe os guris ( uma piveta e um pivete) e tenta fazer aquilo que todo pai divorciado faz: SER pai. Fingir naturalidade, blá blá bla blá.

Depois de um tempo, um cochilo sem tomar banho depois do serviço(ecow) e uma comida “saudável” que atendia pelo nome de húmus, começam a pipocar uns “flashes” do céu. Mas espera aí, o poser assumido não era o Tocha-Humana? Que pertencia a outro filme e tudo o mais? Ah lembrei, o tal Ray é o Tom Cruise nas horas vagas, faz sentido, são os paparazzi!

Continuemos, começa o pipocado de raios, quase o 4 de julho, segundo ele, só que com um detalhe: vários raios caem num mesmo lugar. Alguém lembra daquela novela em que todo personagem dizia a mesma coisa: um raio não cai duas vezes no mesmo lugar? Realizei a novela todinha na minha cabeça quando o Ray falou isso.

Depois disso, como todo filme de ficção científica que se preze, vêm os barulhos, os ruídos, os pows, os urrrrrrrrrrrr, enfim, a sonoplastia hollywoodiana nossa de cada filme. Daí a tal Guerra começa e é aplicado o gentil e cordial “foda-se”, salve-se quem puder, para os mais puristas, porque os invasores saem mandando raios furta-cores para tudo quanto é lado e pulverizando os pobres mortais.

Divertido é notar que, quem era atingido por esses raios morria no ato, mas o Tom, nosso garotão, passa pelos lasers e nada acontece, você quase escuta os cri cri cri e vislumbra os rolos de feno passando.

Mas tudo bem, já que o filme tenta mostrar a luta de um pai para salvar seus filhos da invasão a qual o planeta estava sendo submetido. Lógico que ele não poderia morrer, não é? Não há E.T que o faça bater a caçuleta antes de salvar a piveta que grita que só o cão durante todo o filme, mas que se garante e o adolescente revoltado que lembra o ator que faz Harry Potter e que tenta de qualquer maneira se integrar às forças militares para destruir os inimigos.

Enfim, a história é mais uma a la Independence Day, sendo que sem história, sem começo, meio e fim, sem explicação de nada. E concordo com a Clara quando ela fala que nem Tom sem camisa salva o filme. Filme totalmente sem emoção, e veja bem que eu sou um ser empolgado. Para te ruma idéia, o filme começou umas 14:10, às 14:45 eu já estava completamente entediada, por mim poderia ter terminado ali que não ia fazer diferença. Quando o filme terminou a pergunta que não queria calar era:

- E?

Porque filme tem de ter história, ó, tem de ter uma seqüência lógica, tem de ir muito além dos efeitos especiais e barulhentos utilizados em Guerra dos Mundos.

E dessa vez nem tinha a Callen para rir das piadinhas que eu imaginava, coisa que só nós duas íamos rir!  Não é por isso que não gostei da companhia do Daniel, companheiro de filmes e inclusive de Batman Begins! =)

Qaurteto Fantástico (Fantastic Four, EUA 2005)

Tudo começou como sempre. A gente sem muito para fazer no msn e surge o comentário canelau:

- hey, sexta no benfis 1 ingresso vale para 2 pessoas.

Aquele burburinho todo. Vamos que vamos, Sexta a gente vai ao cinema! êêêê \o/

Pois é. Chego lá e vem logo o abuso inicial: fila! Até aí anymway! Como diria o pinguim do Madagascar: Apenas sorria e acene! Parecia menino solto pela mãe na ri-happy, os olhos chega brilhavam, quando o homem confirmou que um ingresso valia para dois.

eu: tio, me explica! Esse ingresso, que eu comprei eu posso dividir com ela, na maior?
tio: é sim, pode!

Aí, a gente perambula e entra na salinha 3, a nova sala do benfis. Criatura, o que era aquilo? A sala num tava cheia não, tava só apinhada, só isso! Missão: achar cadeiras, quatro, no total, já que éramos eu, Callen, Fabiane e Rafinha. Terceira fileira, por favor! Acomodadas. Era só esperar o filme começar.

Luzes se apagam e vem a espectativa. Que rufem os tambores.... errr.. eles rufariam, se não fosse o bando de animais ter começado a gritar e a fazer mungango dentro do cinema! O que era aquilo? Acho que o zoo de Fortaleza tem parceiria com a Ettusa e a une, para emitir carteirinha de estudante pros animais irem passear nas férias e ainda por cima pagarem meia, ó?

Passado o festival de vais, e gritos, e "iei" e sei lá mas o quê. Os dementes fizeram silêncio e deixaram que víssemos os traillers(ou o que restava deles depois disso tudo).

Quarteto Fantástico foi adaptado das histórias em quadrinho da Marvel. Tudo começa quando o cientista Reed Richards  propõem a  Victor Von Doom que banque um projeto seu que servira para curar doenças e bláblábláblá. O Vitinho aceita, mas com a condição de ficar com 75% dos lucros. Heheh. Lembre-se de que ele é o vilão, então você nem pode reclamar da proposta. O surpreendente nem é que ele proponha isso.. é o fato de que o Reed simplesmente aceita ficar com 25%. Putz! E o pior de tudo: aceita e ainda vem com aquele papinho de miss “oh, eu aceito, já que salvará a vida de milhões de criancinhas e velhinhos, salvará a vida de pessoas na Terra”.

Incrível que o Ben(amigo e fiel escudeiro dele)  ainda vai e diz que ele num deve aceitar e ele com a conversinha de virgem: tenho de pensar nas vidas que salvaremos. Para Senhor Fantástico, esse Reed parece mais uma mocinha com medo.  Enfim, continuemos. Ele aceita a proposta. Daí, assim que ele aceita chega a ex dele, em quem o Vic está dando uns quebras, e fala a respeito da missão à estação espacial onde a pesquisa vai ser realizada. A propósito, a ex dele é Susan Storm, que será posteriormente a senhora Richards, mas já são outros quinhentos. Ela avisa a todos que seu irmão, Johnny Storm, será o piloto da missão.

Ok, eles vão para a missão, vem uma tempestade cósmica que modifica o DNA deles e faz com que eles virem o tal Fantástico Quarteto do título. Ah, o Vitinho vira o Dr. Destino. Eles passam o filme quase todo tentando entender quais foram as modificações que aconteceram em seus códigos genéticos e tentando construir uma máquina que reverta a situação.

Após o acidente com a tempestade Susan vira a Mulher Invisível, Reed vira o Homem Elástico, Johnny vira o Tocha-Humana e Bem vira o Coisa.

O massa é o Tocha-Humana que é muito engraçado, poser total, Robert, como diria a Callen.

Assim, o filme é bacaninha e tudo, mas falta aquele super up, que faça você sair do cinema com vontade de ser o super-herói, saca? Eles tentam se entender, ocorrem algumas rusguinhas que separam um pouco o quarteto, abrindo espaço para o do Dr. Destino atuar e fazer maldade.

Já perto do final é que eles encaram o lance de que são um Quarteto de fato e passam a agir em equipe. Depois que eles se unem, conseguem derrotar o inimigo e vivem felizes para sempre. Reed volta a dar uns pegas na Susan (é agoga, meu camagada!), Ben se acerta com a ceguetinha que ele conheceu no bar (e que quase teve orgasmos digitais ao passar às mãos pela roupa de 30kg de látex que dá aparência de rocha ao personagem) e Johnny vive do jeito que mais gosta: rodeado de mulheres, fama, glória e sucesso (o desejo de todo poser and Robert)!

Eu ri tanto de besteiras com a Callen e o que era aquele bando de porco arrotando na sala de projeção? Valha-me, Héracles!! Valeu a risada com as meninas e o chocolatinho dividido!! =) Se você qusier enfrentar bizarrices e outras agruras da vida em sociedade, a gente recomenda ir sexta-feira ao cinema do Shopping Benfica, heheh, aproveitar a promoção do pague 1 leve 2 e encarar a excursão canelau rumo ao cinema!

E quem não assisitiu ao Quarteto Fantástico... tenta ir dia de sexta no Benfica pra ver o que é bom pra tosse! Genteeeeeeeee, alguém mais concorda que o Homem Tocha é Robert total?

A iluminação do filme lembrou mesmo X-Men. Se fosse só a iluminação também , né? Mas, que nada, natural. Mesmos produtores,né? Pudera!

E o fazimento de pouco do Johnny com o Coisa? Eu ainda rezei foi muito, pé de pato bangalô 3 vezes pro Coisa não bater na própria cara, mas não deu certo. Eu ri mooooooooooooito. Porque mais Robert que o Jhonny, mais CAMAGADA que o Reed, mais Jenie in the bottle que a Sue e mais COISA que o Coisa não há. Quer dizer, até : O Victor (Dr. Doom) que tá todim o Biscoito da piada! Só que ao invés de feliz e psicótico pela própria existência enquanto "sou um biscoito, sou um biscoito... PAH!(um carro atropela)... eu sou um farelo, eu sou um farelo!", o Victor consegue ser um blasé acochambrado!  BOTA CATREVÁTICO NISSO! Ele é parente do Darth Vader ou coisa assim? Ah, já sei, compram no mesmo shopping né? Ai, não! É atacadão!

Agora, realiza: eu , minha irmã, a georgia e a prima dela todas encolhidas na 3a. fila, comendo chocolate e balançando a cabeça: "Viuge santa! A gente já vai dia de sexta pra evitar a marmota da quarta que ja é promocional ai passa por uma coisa dessas, parecia um zoologico, a prefeitura deve ter emitido carterinha pros bixos passearem". Até parece que a gente era muita coisa também! Kkkk. Até parece que o 2 por 1 (esquema do ingresso) não chamou atenção!!! Não, mininu, chamou não: FOI Só O PRINCIPAL CHAMA! Mas cala a boca. Num se entrega fácil não! Péra ainda, péra ainda. Chagas abertas, coração ferido! Mininu se controla, num ri assim não. Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk.

Falar de cinema a partir dos pensamentos nonsense e notionless que passam pelas mentes de duas jovens com fraqueza para rir! =)

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Quem? Duas meninas que riem de tudo e mais um pouco, amam cinema e têm uma imaginação gigantesca a ponto de conseguirem ver as mais variadas cenas pelos mais variados e inusitados ângulos.