Por incrível que pareça esse foi o primeiro filme das férias, embora ele só esteja entrando agora nesse Minutinho. Giselle tinha acabado de chegar da viagem do Gilmar e saiu ligando para todo mundo a fim de ir ao cinema. Quando atendi o telefone, disse que tava sem dinheiro, mas ela com toda a sua psicologia infantil me convenceu:
- Égua, tu também só vive lisa!!!
Mediante tamanha pressão, mudei de idéia e resolvi ir com ela. Afinal de contas eu não estava fazendo nada, ela também. Pois bem, o palco do espetáculo, para variar um pouquinho, foi o Benfica.
Não estava muito confiante em Madagascar. Primeiro porque achava que ia ser uma espécie de roteiro de Nemo adaptado. Uma coisa bem fake e, ainda por cima, sem o selo da Pixar. Entrei achando que ia ser mais um filminho para pívetes e pívetas poderem ter o que ver nas férias. Que bom que me enganei! \o/
Madagascar conta a história de uma girafa (Melman) - que acho que é O girafa, mas Giselle jura que é A girafa-, uma hipopótamo (Glória), um leão (Alex) e uma zebra (Marty). Eles moram no zoológico de New York City e se perfazem apresentando seus showzinhos e sendo a sensação do lugar. Ok, nem todos eles, já que as figuras centrais da trama são o Marty e o Alex.
Daí, o Marty, que é quem faz com que as coisas aconteçam, escuta os pingüins (que são a sensação do filme) fazendo planos de fugir do zôo. Ir para a “natureza”. Ele endoida e quer ir junto. Na noite do aniversário, ele foge e começa toda a trama:Achar o Marty!!!!
Sendo que nessa hora você já riu horrores, porque o legal do filme são as piadinhas que as crianças não captam. Era a sala em silêncio e eu e Giselle nos passando de rir. Aquelas coisinhas sutis, piadinhas internas e pedacinhos de outros filmes que os animadores sempre inserem. A cena que remete ao Beleza Americana é muito massa. Ri tanto que minha barriga doeu.
Quando o Marty foge, os outros 3 companheiros vão procurar, daí você realiza a cena: 4 animais enormes vagando pela cidade, dentro do metrô e a cara das pessoas ao vê-los. Muito bom. Mas uma das melhores cenas é a de quando eles são presos e encaixotados. =)
Que é o ponto da trama em que a história começa realmente, é aí que você descobre o porquê do nome do filme ser Madagascar. Esse é o nome da ilha onde eles aportam após caírem do navio, depois que ele é seqüestrado pelos pingüins. Repito, prestem atenção no sarcasmo dos pingüins, é muito bem feito, os tapinhas com as nadadeiras são tudo de bom (porque não são em mim, lógico).
Criatura, quando eles chegam na ilha, a referência mais mais é a que remete ao Náufrago! Putz! Perfeito! O Wilson na “estátua da liberdade”!
Na ilha eles sofrem querendo voltar, menos Marty. Nisso vão desbravar o novo mundo e travam contato com os lêmures. Uns bichinhos que para mim são guaxinins, mas que aparecem com o nome de lêmures na versão dublada, então serão chamados aqui de lêmures, ora mais.
Mais uma das cenas mais engraçadas do filme acontece aí. O que eram aqueles olhinhos enormes, quase um Gato-de-Botas do Shrek 2. Lindinho!
O que mais chama atenção na participação dos lêmures é a voz do Rei Julien – que é a mesma do Síndrome de Os Incríveis e que é fodona demais- e os trejeitos dele. Sem falar na música, que se você não sair cantando “eu me remexo muito, muito”, melhor ir se tratar, porque você deve estar com problemas de humor seriíssimos! Ah, cara, ia esquecendo do Maurício, amiguinho do rei, fiel súdito, caso, chamego, ou como queiram chamar. Ele e o rei são o que há juntos.
Enfim, já deu para perceber que o filme é bom e vale a pena? De todos assistidos nessas férias, Madagascar vem comandando o ranking de melhores ao lado de Batman Begins.
E como diriam os pingüins:
- Não falem nada, apenas sorriam e acenem!
E eu me remexo muito, muito, muito!!!
Bom, Georgia, se eu não soubesse o valor de R$2,50 eu teria ficado em casa lendo o resto das trocentas coisas que estão a dias empilhando o canto do meu quarto. Mas como eu estava cansada após a "maravilhosa" viagem naquele transporte de suspensões fabulosas mais conhecida por Topic 03, eis que acabei utilizando R$2,50 para alugar algum filme (inocentemente pensando) que fosse legal.
O nome da brincadeira foi "OS ESQUECIDOS".(The forgotten. 2004.)
Sabe, se eu pudesse teria uma bela conversinha com o tal de Bill Bregoli, porque ele me fez assistir a esse filme graças àquela frase dele "O FILME MAIS SURPREENDENTE DESDE O SEXTO SENTIDO"... bem na capa.
Ai ai. Então, simbora. Tecendo comentários leigos sobre o fantástico mundo dos filmes.
Começa com a história da moça que pensava que tinha filho e todo mundo negando, psiquiatra, marido amigos todos mancomunados nessa conversa.
Daí alguma coisa sai errada. Ela começa a desvendar falhas no sistema que a mantinha prisioneira de ilusões sobre a própria vida. E mais adiante a gente descobre que a coisa é bem cabulosa, envolve sequestro de criança por ET e desaparecimentos instantâneos nos mais variados places da história. Aquela coisa de "Ninguém se mete a besta com os ETs. É nois na fita, mano".
Mas tem que ter uma delegada teimosa, estilo Brooklin, pra ajudar também. E a historia vai ganhando força, vai empolgando e a gente até se acostuma com a idéia da Telly-cara-pálida usar a mesma roupa quase o filme todo. Só que aí, uma bela hora a gente fica sabendo qual o interesse dos ETs.
Na-na-ni-na-no-cas! Nada a ver com dominar mundo nem sugar sangue alheio.
É uma experiência de separar filhos e pais e estudar o que os une e porque podem ter seus vínculos desfeitos. OU seja, mandaram pra cá os estagiários de psicologia da Universidade da Volta Quadrada de Marte. Como é que um agente daqueles, quase graduado, manda a mulher pegar a primeira lembrança do mininu, daí apaga a lembrança, e esquece que a mulher passou 9 meses gerando o filho, fortalecendo o laço materno? A criatura não estudou nem o processo de reprodução dos humanóides e já quis entender processos de relações, "pshhhhhh, peraindo mininu que eu sei o que tow fazendo... mas o que é mesmo hein?".
MARRÓIA! Aí na mesma hora que ele falha, o Roberto Justos dos ETs chama
o mala pra sala dos acessores na velocidade da Luz: DEMITIDO!
Bem feito! LEPO!
Aí pronto, fica tudo bem, o lorinho fica no parquinho brincando, o amigo da Telly sorri e ela também.
E aí a gente pensa: Sim, foi legal, assustou, momentos de tensão no caldeirão, mas foi melhor que o Sexto Sentido em quê pelamordi??? Isso é até heresia! Um negócio desse pode até dar cadeia!
Depois de muito adiar a ida ao cinema a fim de ver Guerra dos Mundos, finalmente fui convencida a assisti-lo. Não havia nada para fazer na tarde calma de segunda-feira, nenhum programa em mente. Então quando Daniel disse:
- Vamos ver Guerra dos Mundos?
Reticente, aceitei. Afinal, todo mundo tinha dito que não prestava e que era uma porcaria e que não sabia para quê um filme desses e coisas assim. No entanto, como diz Giselle, a gente tem que formar uma opinião própria, não adianta ficar vivendo às custas do que fulano, sicrano ou beltrano disse acerca de algo. Temos de viver nossas próprias experiências.
Foi com este pensamento que entrei na sala de projeção. Sempre com a duvidinha: e e e se eu gostar? E e e se o filme não for tão ruim quanto dizem? E e e o que vou contar para as crianças desamparadas que que que não gostaram da película?
Passado o transtorno inicial e a paranóia momentânea, me acomodei na cadeira (que quase não deixava espaço para as minhas pernas) e, como era filme do Spielberg, vem logo a vinhetinha estilo tan-tan-tan-tan-tan...
A história (?) começa quando Ray Ferrier, um controlador de guindastes de contêineres, sai do trabalho e encontra com sua ex-mulher na porta de seu humilde lar esperando por ele para despachar os dois pivetes que eles tiveram.
Pausa: detalhe é que a mulher dá valor a um buxo, pois mesmo depois de ter tido dois pivetes no primeiro casamento, ainda engravidou do segundo marido. Despausa.
Daí ele recebe os guris ( uma piveta e um pivete) e tenta fazer aquilo que todo pai divorciado faz: SER pai. Fingir naturalidade, blá blá bla blá.
Depois de um tempo, um cochilo sem tomar banho depois do serviço(ecow) e uma comida “saudável” que atendia pelo nome de húmus, começam a pipocar uns “flashes” do céu. Mas espera aí, o poser assumido não era o Tocha-Humana? Que pertencia a outro filme e tudo o mais? Ah lembrei, o tal Ray é o Tom Cruise nas horas vagas, faz sentido, são os paparazzi!
Continuemos, começa o pipocado de raios, quase o 4 de julho, segundo ele, só que com um detalhe: vários raios caem num mesmo lugar. Alguém lembra daquela novela em que todo personagem dizia a mesma coisa: um raio não cai duas vezes no mesmo lugar? Realizei a novela todinha na minha cabeça quando o Ray falou isso.
Depois disso, como todo filme de ficção científica que se preze, vêm os barulhos, os ruídos, os pows, os urrrrrrrrrrrr, enfim, a sonoplastia hollywoodiana nossa de cada filme. Daí a tal Guerra começa e é aplicado o gentil e cordial “foda-se”, salve-se quem puder, para os mais puristas, porque os invasores saem mandando raios furta-cores para tudo quanto é lado e pulverizando os pobres mortais.
Divertido é notar que, quem era atingido por esses raios morria no ato, mas o Tom, nosso garotão, passa pelos lasers e nada acontece, você quase escuta os cri cri cri e vislumbra os rolos de feno passando.
Mas tudo bem, já que o filme tenta mostrar a luta de um pai para salvar seus filhos da invasão a qual o planeta estava sendo submetido. Lógico que ele não poderia morrer, não é? Não há E.T que o faça bater a caçuleta antes de salvar a piveta que grita que só o cão durante todo o filme, mas que se garante e o adolescente revoltado que lembra o ator que faz Harry Potter e que tenta de qualquer maneira se integrar às forças militares para destruir os inimigos.
Enfim, a história é mais uma a la Independence Day, sendo que sem história, sem começo, meio e fim, sem explicação de nada. E concordo com a Clara quando ela fala que nem Tom sem camisa salva o filme. Filme totalmente sem emoção, e veja bem que eu sou um ser empolgado. Para te ruma idéia, o filme começou umas 14:10, às 14:45 eu já estava completamente entediada, por mim poderia ter terminado ali que não ia fazer diferença. Quando o filme terminou a pergunta que não queria calar era:
- E?
Porque filme tem de ter história, ó, tem de ter uma seqüência lógica, tem de ir muito além dos efeitos especiais e barulhentos utilizados em Guerra dos Mundos.
E dessa vez nem tinha a Callen para rir das piadinhas que eu imaginava, coisa que só nós duas íamos rir! Não é por isso que não gostei da companhia do Daniel, companheiro de filmes e inclusive de Batman Begins! =)
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