A LOT LIKE LOVE (EUA, 2005)

Atenção, atenção! Se você está de mal humor, não sabe o que vai fazer no fim de semana ou está apenas procurando uma boa comédia romântica: este é o filme!!!

 OBS: Queria deixar bem claro que eu A-D-O-R-E-I esse filme, portanto o texto vai sair meio tendencioso!  Mas veremos o que é possível resenhar...

Da escolha do filme até a sessão foi tudo meio no improviso, do dia pra noite, mas foi muito legal. Foi uma boa escolha!

A história percorre 7 anos de encontros atropelados entre Oliver e  Emily, que se conhecem num aeroporto a caminho de Nova York. A princípio, Oliver apenas presencia uma discussão entre Emily e seu namorado, um roqueiro mal encarado que ganha, de Oliver, o apelido de Bon Jovi devido ao visual hollywood rock star. Depois, quando Emily está sentada, com os olhos marejados e os nervos à flor da pele, os olhares que eles trocam começam a fazer algum efeito... cômico, por sinal! Aquela coisa: disfarça, Oliver, se finge de doido, né contigo não!

Então, depois, acontecem coisas assim... imprevistas como um fica inesperado e intenso no banheiro do avião. A cara do Oliver de feliz é impagável! Essa carinha se repete ao longo de muitos outros momentos. E, Nova York é uma cidade grande, mas pode se tornar tão pequena quanto o próprio mundo, quando encontramos pessoas que (mais ou ) menos esperamos. E eles se reecontram... várias vezes, sempre com brincadeiras, algumas simples, outras nonsense, mas que tornam a relação dos dois divertida e com gostinho de saudade. Fotos, primeira má impressão de Oliver para os pais de Emily, passeio no parque, fim de tarde no cais do porto... Melhor não falar nada nessas horas, "senão estraga", como diria Emily.

Acontece que o tempo passa, eles seguem suas vidas. Oliver vai para Los Angeles, seguindo a promessa pessoal ( feita numa mesa de bar) de ficar rico em 6 anos, e Emily vai amadurecendo, deixando de lado a vida de adolescente rebelde e os namorados que eram mais ilusões que realidade em sua vida, e vai aprimorando seu gosto por fotografias.  

3,2,1... nessa ordem eles contam mais ou menos a passagem do tanto de anos que ele vão ficando sem se ver. O reencontros são leves, descontraídos, cheios de palhaçadas e vão ganhando significados interessantes e inesquecíveis. Linguagem para surdo-mudo, fim de ano inesperado, noite de lua num parque nacional e reflexões na beira da praia. 

Quem diria? Eles não tinham muito a ver no primeiro encontro, mas com o tempo foram descobrindo que a vida pode ser tão diferente quando se arrisca...

A trilha sonora é muito legal! Algumas cenas podem ser meio clichês, é verdade, mas a historia se desenvolve bem, surpreende e faz a gente rir várias vezes ou querer chorar, de vez em quando. Porque, afinal, tudo aquilo é possível na vida real. E o final eu não vou contar. Imaginem ou confiram! "Senão estrago!"

ASSISTAM! VALE A PENA! 

 

Melinda e Melinda

Reza a lenda que quanto mais se planeja algo, mais probabilidades há de não dar certo. Assim foi com Melinda, Melinda. Sempre havia algo que impedisse minha ida ao cinema a fim de ver este filme. Mas, como Deus existe e quase sempre desce uma luz do céu  e ilumina o caminho correto, ontem dando uma olhada nos filmes que estão em cartaz e aos quais ainda não assisti, deparo-me com a notícia: Melinda, Melinda às 17 horas!!! Primeiro pensamento: ahhhh, eu vou endoidar. Finalmente num horário acessível. Alegria, alegria. Desde a estréia estava curiosa para ver de que maneira Woody Allen havia construído o enredo, que me pareceu desde o início algo fascinante.

Chamo Maria para a sessão, ela aceita, combinamos o horário e tchanran!!! Lá estamos nós, num dos melhores lugares do mundo (Dragão do Mar) para fazer uma das melhores coisas do mundo: ver filmes!!!

 

A história de Melinda, Melinda tem início num restaurante. Quatro amigos conversam acerca da comédia e do drama, o que une, o que difere. Dentre os quatro, dois são escritores. Um de dramas, outro de comédia. Será lhes feito o desafio: a partir de um mesmo mote, cada um deve escrever uma história tal qual suas habilidades (drama, comédia, enfim).

 

Assim surge Melinda (Rahda Mitchel) ante os olhos dos espectadores. Uma interpolação de cenas de comédia e drama vai acontecendo. Melinda, Melinda na verdade é um filme que se faz em dois. Duas histórias numa só película, quase mostrando a dualidade da alma humana, que tem a capacidade de ir do mais profundo abismo ao mais intenso sorriso num piscar de olhos. Com uma lisura e distantes de maniqueísmos impostos.

 

Já que são dois, vamos à primeira Melinda que nos é apresentada. Com vocês a Melinda trágica. Ela chega no meio de um jantar que seus amigos estão dando. Exausta, abatida, expressão transtornada, junto a isso, um histórico de vida nada agradável. Disposta a refazer sua vida, que está em frangalhos desde que perdeu a guarda dos dois filhos. Tudo o que deseja se resume em: querer querer viver.

 

A atriz que faz Melinda tem uma boa expressão dramática, o que não ocorre com os demais atores, que chegam a ser de uma inexpressividade incrível. Um cast sem a carga dramática que o roteiro pedia faz com que o filme (Melinda drama) se torne insípido, insosso. Ainda assim é possível perceber as vantagens de um bom roteiro. Fosse um roteiro ruim, e toda uma produção teria sido feita em vão, pois, por mais que os atores pequem, deixem um pouco a desejar, a história tem um fio condutor firme e uma protagonista boa. Tão boa que consegue passar em seus olhos a eia trágica, a neurose em que está inserida a personagem.

 

Algumas cenas após o início do filme, conhecemos Melinda feliz.  Como toda comédia romântica: o roteiro transcorre leve, descomprometido, com um arzinho até frívolo. Um ponto importante do roteiro de comédia romântica de Woody Allen é a melancolia com que a felicidade acontece. Os personagens não demonstram a alegria pura e simples, sempre há um quê de melancólico, lacrimoso em suas vidas.

 

Assim Melinda chega, prestes a vomitar no meio da sala dos vizinhos, depois de ter tomado vinte e tantos comprimidos. Surgirá um interesse de todos em ajudá-la. Ela, coitadinha, fizera tudo aquilo por amor. Um amor não correspondido. Mas como é natural do gênero: nada como dois ou três dias para que esteja completamente restabelecida e pronta para partir para outra.

Assim, ela irá vencendo a desilusão, conseguirá emprego, melhorará de vida, sorrirá e tantas outras situações clichês peculiares às comédias românticas. O que é o romance senão um belo clichê? A moça despertará paixões, não perceberá e esse será o conflito, se assim posso chamar. Preciso relatar como essa história termina?

 

Melinda, Melinda é um filme bom, embora pudesse ter tido atores melhores ou mais explorados pelo diretor, já que o texto é muito bom. A fotografia é bonita e o ambiente novayorquino onde a história se passa é encantador. Como ambas as Melindas percorrem os mesmos lugares, fica aquele quê de curiosidade em relação ao encontro das duas, se ocorresse, como seria?

 

Aplausos para a composição das Melindas.  A atriz consegue dissociar uma da outra com exatidão de expressões, cabelo, maquiagem, gestos, tudo, tons de roupa, olhos...Assim, digo que a Melinda nada tem da Melinda. A protagonista foi um telefonema acertado do direto.

 

Outro fator que encanta é a trilha sonora. Piano, metal, cordas, Bradok, charleston, tudo junto e suavemente intercalado, numa continuidade melódica e harmônica.

 

Regado a vinho e à luz mortiça das velas do bistrot, Melinda, Melinda foi um bom filme, não o melhor, mas um bom filme. Daqueles de ir de maneira descompromissada, num fim de tarde, com direito a olhar a lua depois, sair caminhando. Um programa bom. Se tiver sorvete junto, melhor.

Confessions of a Teenage Drama Queen. (Disney, 2004)

Se fosse um livro, teria sido pela capa. Mas era um filme, e foi pelo poster!
"Confissões de uma adolescente em crise" é um desses filmes teen
que de vez em quando aparecem falando sobre "ser você mesmo" e "alcançar seus objetivos". Aparentemente não fez muito sucesso na época, foi alvo de algumas críticas que ficaram divididas entre elogios e condenações.

A história tem aquela velha disputa entre a garota popular do high school e a novata na cidade.
Vemos muita produção nos figurinos da protagonista Lola, uma garota dramática e de mente fértil que vai da
cidade grande para um bairro na periferia de Nova York. Lola tenta se adaptar do seu jeito à rotina,
deixando suas idéias fantásticas animarem sua nova realidade. Acontece que nem tudo é como
Lola imagina que pode ser. Nem todas as pequenas mentiras colam, nem toda meia-verdade convence.
E se alguns imprevistos podem ameaçar sua nova e grande amizade ou até suas tentativas de conhecer a banda
de rock favorita, outros acontecimentos podem mostrar à Lola que vale a pena continuar sonhando.
Assim, Lola aprende a lidar com desilusões e a não ter medo de enfrentar desafios.
A atriz que interpreta a jovem Lola chama-se Lindsay Lohan, e parece que este papel lhe rendeu um grande salto na carreira.
Eu ainda não tinha ouvido falar sobre ela.
Mas a garota tem talentos! Canta, dança, faz caras e bocas até a gente dizer chega!
Não duvido que em breve Lindsay seja convidada para outras produções.

Aliás, só pra constar, é Lindsay quem vai estar no novo filme sobre o Herby, o fusca!

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Quem? Duas meninas que riem de tudo e mais um pouco, amam cinema e têm uma imaginação gigantesca a ponto de conseguirem ver as mais variadas cenas pelos mais variados e inusitados ângulos.